Desde a primeira patente registrada pelo italiano Luigi Bezerra em 1901, as máquinas de expresso ganharam as mais variadas cores e tamanhos. Porém, foi somente em 1946 que esses equipamentos começaram a ter a aparência com a qual estamos acostumados hoje em dia. A marca Gaggia Crema Caffe, por exemplo, foi uma das primeiras versões a inserir um sistema de pressão de água no café com níveis superiores a 7 bars (unidade de medida de pressão atmosférica).
Foi nessa época que o verdadeiro expresso italiano ganhou o mundo e começou a ser desejado. Aproveitando a fama, o senhor Nello Dal Tio da empresa Astoria levou a tecnologia para outros países e fez muito sucesso. Com essa popularização e a evolução tecnológica, o que era antes uma exclusividade para cafés e padarias tornou-se um luxo que podemos ter em casa.
Que tal aprender a fazer um expresso sem erro? Para isso, leve em consideração os “4Ms” do café expresso:
1º M – Mistura ou michela (também conhecido como blend)
O café deve ser de alta qualidade e sua torra homogênea para uma bebida bem gostosa.
2º M – Moinho ou Moedor Certifique-se de que ele está regulado, pois ele pode descalibrar de acordo com a umidade ou densidade dos grãos que passaram por ele.
3º M – Mão do Barista Um barista treinado consegue avaliar a pressão que será aplicada no porta filtro de acordo com a granulometria do pó, que acabou de sair do moinho. A regra básica é: quanto mais grossa a moagem é, mais compactação será necessária. Se a moagem é mais fina, pode compactar menos. Depois de compactado, o pó deve ficar fixo no porta-filtro de forma que ele não caia.
4º M – Máquina Independente do tamanho, sua calibração é importante. A temperatura da água deve estar entre 90º e 96º C e a pressão deve ser de 9 atmosferas (ou 9 bars).
Neste vídeo, nós ensinamos com 4Ms na prática, assista!